From Brazil to America: Mayara’s Journey

Mayara Miranda, Contributing Writer

Hang on for a minute...we're trying to find some more stories you might like.


Email This Story






Print Friendly, PDF & Email

ENGLISH
In recent years, the population of immigrant students and teachers has greatly expanded in Barnstable High School. Their bilingualism or their current learning of English creates a different experience for BHS immigrants than for most monolingual students.
I am Mayara Miranda, a senior at BHS and a former ESL (English As A Second Language) student. My experience with the process of learning English has been changing over the years. I migrated to the United States after finishing fifth grade in my home country Brazil when I was 11 years old. Transitioning from fifth grade to sixth grade was a major change in my life and also one of the biggest challenges I went through.
In 2011 I started attending BIS, and back then I was not able to say a word in English: my first language is Portuguese. Speaking from my own personal experience, the hardest thing about learning English as a second language is self confidence. It took me over two years to have a full conversation with someone. My accent has always been a present issue for me also. Having a strong accent was a little embarrassing; some people might make fun of me for it, or most of the times they don’t understand what I’m trying to say.
I’ve always been kind of a quiet person. Not being able to speak English in a place where everyone does made me even quieter. For the past years I’ve been hiding my personality and my capability to do things. I remember when I came to BHS in eighth grade and I had to read a paragraph in a book out loud in my English class for the first time, I was so afraid to say a word wrong, or even act wrong, I could have rejected reading it. Nevertheless, I read it and it felt nice after all. I felt like it was a big step taken in my self confidence.
Students that never went through this transition might ask themselves what it’s like to be an immigrant. Some people, even teachers, don’t accept others speaking a different language around them or in their classrooms because they might not feel comfortable. That’s understandable, but most of the time students that speak their native language in classrooms are not talking about others or saying something inappropriate. I can’t speak for everyone, but I’ve been through a situation where I was just trying to learn a curriculum that I struggled with by asking a friend for help in class in Portuguese, and I was asked to leave the class because the only language allowed to be spoken in that class was English. I get that! Of course, if you’re in America you have to speak English; but it’s not that easy to learn a completely different culture and language and be confident with it.
Some immigrant students have the capability to learn faster than others, I think I could have learned faster if I was not so shy. BHS has a large population of Brazilian immigrants and it has been growing over the past years. This has caused some students to feel less motivated to speak English because they’re surrounded by people that share the same culture and can speak their native language.
When I started taking ESL classes back in the middle school I was surrounded by other Brazilian students that could speak my language and that shared my culture. Being surrounded by other Brazilian students kind of affected my ability to learn English, because when I was around them I could speak Portuguese therefore I wasn’t worried about learning English or even trying to communicate with other people.
My motivation to learn English has most come from being at school and living here now, but also I am motivated to help my parents that can’t speak proper English.
Throughout this process I’ve had a very special person to help me and motivate me since the first day I walked into Barnstable Intermediate School until now when I am a senior.
BHS ESL teacher Julia Pettit is among the several bilingual students and teachers at BHS. Born and raised in Russia, Pettit immigrated to the United States in 1990 after receiving a degree from the Moscow State University of Linguistics. Pettit began teaching in the Barnstable Public Schools system in 2000.
In 2011, when I was in sixth grade, Pettit was my English teacher. She taught me so much, not just the language, but also how to be confident, and how to achieve my goals. Pettit has been a good support for me, and for other students as well. I am very thankful for all she did and still does for us students, current and former.
After all these years I look back to when I first came here and I see myself as a different person. I’ve grown; I’ve learned; I went through some hard times; I’ve had anxiety. I’ve been afraid to not be where I am now, to not graduate, to fail like most of my family members did, but I’m here, more confident than ever. I thank everyone who has helped me, especially Mrs Pettit. She always tells me how proud she is of me and I’m proud of myself too. It’s not an easy journey.

PORTUGUESE
Nos últimos anos, a população de estudantes e professores imigrantes expandiu-se bastante na Escola Secundária de Barnstable. Seu bilinguismo ou sua atual aprendizagem de Inglês cria uma experiência diferente para os imigrantes da BHS do que para a maioria dos estudantes monolíngües.
 Eu sou Mayara Miranda, uma estudante do último ano na BHS e ex-aluna da ESL (programa de Inglês como segunda língua). Minha experiência com o processo de aprender Inglês vem mudando ao longo dos anos. Eu migrei para os Estados Unidos depois de terminar a quinta série em meu país de origem (Brasil) quando eu tinha 11 anos de idade. A transição do quinto para o sexto ano foi uma grande mudança na minha vida e também um dos maiores desafios que passei. 
 Em 2011 comecei a frequentar a BIS, e naquela época não conseguia falar uma palavra em Inglês; minha primeira língua é o Português. Falando da minha própria experiência pessoal, a coisa mais difícil de aprender Inglês como segunda língua é a autoconfiança. Eu demorei mais de dois anos para ter uma conversa completa com alguém. Meu sotaque sempre foi presente. Ter um sotaque forte era um pouco vergonhoso; algumas pessoas podem tirar sarro de mim por isso, ou na maioria das vezes elas não entendem o que estou tentando dizer.
Eu sempre fui uma pessoa quieta. Não ser capaz de falar Inglês em um lugar onde todos falam me fazia mais quieta ainda. Nos últimos anos, tenho escondido minha personalidade e minha capacidade de fazer as coisas. Eu me lembro quando eu vim para a BHS na oitava série e tive que ler um parágrafo de um livro em voz alta na minha aula de Inglês pela primeira vez, eu estava com muito medo de dizer alguma palavra errada, ou até mesmo agir errado, eu poderia simplesmente ter rejeitado ler. No entanto, eu li e me senti bem depois de ter lido. Eu senti que foi um grande passo na minha autoconfiança.
 Alunos que nunca passaram por essa transição devem se perguntar como é ser um imigrante. Algumas pessoas, até mesmo professores, não aceitam outras pessoas falando em outro idioma em volta deles ou em suas salas de aula, porque eles podem não se sentir confortáveis. Isso é compreensível, mas na maioria das vezes os alunos que falam seu idioma nativo nas salas de aula não estão falando sobre os outros ou dizendo algo inadequado. Eu não posso falar por todos, mas passei por uma situação em que eu estava apenas tentando aprender um currículo com o qual eu tinha dificuldade pedindo ajuda a um amigo em sala de aula em Português e me pediram para sair da sala porque o único idioma permitido ser falado naquela classe era o Inglês. Entendo! Claro, se você está na América, você tem que falar Inglês; mas não é tão fácil aprender uma cultura e linguagem completamente diferente e ter confiança nisso.
 Alguns estudantes imigrantes têm a capacidade de aprender mais rápido do que outros. Eu acho que poderia ter aprendido mais rápido se eu não fosse tão tímida. A BHS tem uma grande população de imigrantes Brasileiros e vem crescendo nos últimos anos. Isso faz com que alguns alunos se sentem menos motivados para falar Inglês, pois eles estão cercados por pessoas que compartilham a mesma cultura e podem falar seu idioma nativo.
 Quando eu comecei a ter aulas de ESL no ensino médio, eu estava cercada por outros estudantes Brasileiros que sabiam falar minha língua e compartilhavam minha cultura. Estar cercado por outros estudantes Brasileiros afetou minha capacidade de aprender Inglês, porque quando eu estava perto deles, eu falava Português, então não estava preocupada em aprender Inglês ou até mesmo em tentar me comunicar com outras pessoas.
 Minha motivação para aprender Inglês vem principalmente de estar na escola e morar aqui agora, mas também sou motivada para ajudar meus pais que não tiveram a oportunidade de estudar aqui e por isso não falam Inglês corretamente.
 Ao longo deste processo, eu tive uma pessoa muito especial para me ajudar e me motivar desde o primeiro dia em que entrei na Escola Intermediária da Barnstable até agora que estou prestes a formar. A professora de ESL da BHS, Julia Pettit, está entre os vários alunos e professores bilíngües da BHS. Nascida e criada na Rússia, Pettit imigrou para os Estados Unidos em 1990, depois de se formar na Universidade Lingüística do Estado de Moscou. Pettit começou a ensinar no sistema das Escolas Públicas de Barnstable em 2000.
 Em 2011, quando eu estava na sexta série, Pettit foi minha professora de Inglês; ela me ensinou muito, não apenas a linguagem, mas também como ser confiante e como alcançar meus objetivos. Pettit tem sido um bom apoio para mim e para outros estudantes. Eu sou muito grata por tudo o que ela fez e ainda faz por nós estudantes, atuais e antigos.
 Depois de todos esses anos, olho para trás quando cheguei aqui e me vejo como uma pessoa diferente. Eu cresci; eu aprendi; eu passei por alguns momentos difíceis; eu tive ansiedade; eu tive medo de não estar onde estou agora, de não me formar, de falhar como alguns dos membros da minha família, mas estou aqui, mais confiante do que nunca. Agradeço a todos que me ajudaram, especialmente a Mrs. Pettit. Ela sempre me diz o quanto ela é orgulhosa de mim e eu também estou orgulhosa de mim mesma. Não foi e não é uma jornada fácil.